O psicólogo do esporte ajuda o atleta a entender o que acontece com a cabeça antes, durante e depois do treino e da competição, e a desenvolver recursos para lidar com isso. O trabalho olha para pensamentos, emoções, comportamentos, relações e para o ambiente em que a pessoa treina. Não é palestra motivacional, e não é atalho para medalha.
Uma das perguntas que mais escuto é: “se eu fizer acompanhamento, vou ser campeão?”. A resposta honesta é que ninguém pode prometer isso. O resultado depende de treino, preparo físico, técnica, adversário, sorte e de muitos outros fatores. O que a psicologia do esporte faz é ajudar você a entender o que tem atrapalhado e a treinar a cabeça junto com o corpo.
Com quem o psicólogo do esporte trabalha
O trabalho não se limita ao atleta de alto rendimento. Ele serve a todo o ambiente esportivo:
- Atletas, da base ao profissional, em qualquer modalidade.
- Equipes, quando o problema é de grupo: comunicação, conflitos, presença nos treinos.
- Treinadores e comissões técnicas, que lidam com a pressão de conduzir pessoas.
- Pais e familiares, que acompanham e muitas vezes não sabem como ajudar.
- Gestores e projetos esportivos, que organizam as condições para o atleta treinar.
O que acontece no acompanhamento
O acompanhamento começa pela escuta. Antes de qualquer ferramenta, é preciso entender a história do atleta, o que o move, o que ele quer e o que tem pesado.
Escuta e investigação do contexto
Nas primeiras sessões, conversamos sobre a trajetória, os objetivos, a relação com o treinador, com a família e com os colegas. Quando faz sentido, também ouço pais e comissão técnica, sempre com o consentimento do atleta.
Observação no ambiente de treino
Algumas coisas só aparecem em campo: a reação ao erro, a linguagem do corpo, o momento em que a pressão chega. Por isso, quando é útil, vou até a quadra, o tatame ou a academia e acompanho um treino.
Desenvolvimento de recursos
A partir daí, trabalhamos o que faz sentido para aquele momento: lidar com a ansiedade, manter o foco, aceitar o erro, recuperar a motivação, conversar melhor com o grupo. As ferramentas mudam conforme a idade, a modalidade e o jeito de cada pessoa.
O que a psicologia do esporte não é
- Não é promessa de resultado. Nenhum profissional sério promete vitória, posição no ranking ou prazo para “ficar pronto”.
- Não é só para quem está mal. Muitos atletas procuram o acompanhamento para se conhecer melhor e competir com mais clareza.
- Não substitui o treino. O que se desenvolve nas sessões precisa ser praticado no dia a dia, como qualquer outra habilidade.
Quando faz sentido procurar
Alguns sinais costumam aparecer antes de alguém procurar ajuda:
- nervosismo que atrapalha o sono, o aquecimento ou a execução;
- dificuldade de se concentrar ou de voltar ao jogo depois de um erro;
- frustração com derrotas que dura dias;
- pressão da família, do técnico ou da torcida que virou peso;
- conflitos na equipe ou com a dupla.
Não é preciso esperar uma crise. Quanto antes o atleta entende o próprio funcionamento, mais tempo tem para desenvolver recursos.
Perguntas frequentes
Psicólogo do esporte é a mesma coisa que coach esportivo?
Não. O psicólogo do esporte tem formação em Psicologia e registro no Conselho Regional de Psicologia (CRP), e segue o Código de Ética da profissão. Vale sempre conferir o registro de quem vai atender você.
O atendimento pode ser online?
Sim. O atendimento online segue as regras do Conselho Federal de Psicologia e ajuda muito quem tem rotina de viagens e competições.
Atleta amador também pode fazer acompanhamento?
Pode. A cabeça pesa no desempenho em qualquer nível, e o trabalho é adaptado ao objetivo de cada pessoa.
Quanto tempo dura o acompanhamento?
Não existe um prazo igual para todo mundo. O tempo depende da história do atleta, do momento da temporada e do que ele quer trabalhar.
Se você quer conversar sobre o seu momento no esporte, chame a Karla pelo WhatsApp ou pelo formulário de contato do site. A primeira conversa serve para entender a sua história e ver o que faz sentido para você.
Karla Peres é psicóloga (CRP 01/12739), atua com psicologia do esporte desde 2015 e preside o Brasília Wizards, time de flag football. Atende online, no consultório da Asa Sul, em Brasília, e no local de treino quando faz sentido.
Sobre o autor: Karla Peres – Psicóloga — CRP 01/12739
Karla Peres é psicóloga, formada pelo UniCEUB em 2007, com experiência em Psicologia do Esporte, gestão esportiva e docência. Sua atuação considera o atleta em seu contexto, incluindo pensamentos, emoções, comportamentos, relações e ambiente de treinamento. Também trabalha com projetos esportivos e captação de recursos, buscando contribuir para o desenvolvimento dos atletas e das estruturas que sustentam sua trajetória.

Deixe um comentário