Autor: admin

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  • Ansiedade antes da competição: como lidar com o nervosismo

    Sentir ansiedade antes da competição é comum e não é sinal de fraqueza. O corpo se prepara para um momento importante: o coração acelera, a respiração muda, a cabeça fica mais alerta. O problema começa quando esse estado passa do ponto e atrapalha o sono, o aquecimento ou a execução do que você treinou.

    Por que a ansiedade aparece antes de competir

    A competição é uma situação de avaliação: tem resultado, tem gente olhando, tem expectativa, sua e dos outros. Diante disso, o corpo reage como se estivesse diante de um desafio. Essa reação, em boa medida, ajuda a ficar atento e com energia.

    Quando o nervosismo ajuda

    Um pouco de ativação deixa o atleta mais desperto e rápido. Muitos atletas dizem que, sem nenhum frio na barriga, competem “mornos”.

    Quando ele atrapalha

    O nervosismo atrapalha quando vira preocupação constante com o resultado, quando tira o sono da véspera, quando dá vontade de não ir, ou quando trava o corpo na hora de executar um movimento que sai fácil no treino.

    Sinais de que a ansiedade passou do ponto

    • dificuldade para dormir nas noites antes da prova;
    • pensamentos repetidos sobre errar ou decepcionar alguém;
    • enjoo, tremor ou tensão muscular que atrapalham o aquecimento;
    • desempenho muito abaixo do treino, sempre em competição;
    • vontade de desistir de competir.

    O que fazer na véspera

    A véspera é um bom momento para tirar peso da cabeça, e não para colocar mais.

    • Mantenha a rotina. Comer, dormir e se organizar do jeito de sempre dá sensação de controle.
    • Deixe tudo pronto. Mochila, uniforme e horários definidos evitam preocupações de última hora.
    • Foque no que depende de você. O adversário e o placar não estão nas suas mãos. Seu plano de jogo está.
    • Converse com alguém de confiança. Falar sobre o nervosismo costuma diminuir o tamanho dele.

    O que fazer na hora H

    Respiração

    Respirar devagar, soltando o ar por mais tempo do que puxa, ajuda o corpo a sair do estado de alerta máximo. Vale treinar isso antes, nos dias comuns, para que funcione no dia da prova.

    Rotina de aquecimento

    Uma sequência fixa de aquecimento funciona como âncora: o corpo reconhece o caminho e a cabeça tem algo concreto para fazer.

    Palavra-chave

    Muitos atletas usam uma palavra ou frase curta para voltar ao presente, como “um lance de cada vez”. Ela ajuda a sair da previsão do resultado e voltar para a próxima ação.

    Quando procurar ajuda

    Se a ansiedade aparece em toda competição, se você está pensando em parar por causa dela, ou se ela já afeta a vida fora do esporte, vale conversar com um psicólogo do esporte. O trabalho ajuda a entender de onde vem a pressão e a construir recursos próprios, no seu tempo.

    Perguntas frequentes

    É normal ter ansiedade antes de competir?

    É comum, inclusive entre atletas experientes. O que muda é a forma de lidar com ela.

    Dá para acabar com o nervosismo de vez?

    O objetivo não é zerar o nervosismo, e sim fazer com que ele não atrapalhe o que você sabe fazer.

    Os pais podem ajudar?

    Podem, principalmente evitando cobranças sobre resultado na véspera e no caminho até a prova.

    Ansiedade antes da competição precisa de remédio?

    Essa é uma avaliação médica. Na psicologia, o foco é entender e desenvolver recursos para lidar com a ansiedade.

    Se você quer conversar sobre o seu momento no esporte, chame a Karla pelo WhatsApp ou pelo formulário de contato do site. A primeira conversa serve para entender a sua história e ver o que faz sentido para você.

    Karla Peres é psicóloga (CRP 01/12739), atua com psicologia do esporte desde 2015 e preside o Brasília Wizards, time de flag football. Atende online, no consultório da Asa Sul, em Brasília, e no local de treino quando faz sentido.

    Sobre o autor: Karla Peres – Psicóloga — CRP 01/12739

    Karla Peres é psicóloga, formada pelo UniCEUB em 2007, com experiência em Psicologia do Esporte, gestão esportiva e docência. Sua atuação considera o atleta em seu contexto, incluindo pensamentos, emoções, comportamentos, relações e ambiente de treinamento. Também trabalha com projetos esportivos e captação de recursos, buscando contribuir para o desenvolvimento dos atletas e das estruturas que sustentam sua trajetória.

  • O que faz um psicólogo do esporte, e o que ele não promete

    O psicólogo do esporte ajuda o atleta a entender o que acontece com a cabeça antes, durante e depois do treino e da competição, e a desenvolver recursos para lidar com isso. O trabalho olha para pensamentos, emoções, comportamentos, relações e para o ambiente em que a pessoa treina. Não é palestra motivacional, e não é atalho para medalha.

    Uma das perguntas que mais escuto é: “se eu fizer acompanhamento, vou ser campeão?”. A resposta honesta é que ninguém pode prometer isso. O resultado depende de treino, preparo físico, técnica, adversário, sorte e de muitos outros fatores. O que a psicologia do esporte faz é ajudar você a entender o que tem atrapalhado e a treinar a cabeça junto com o corpo.

    Com quem o psicólogo do esporte trabalha

    O trabalho não se limita ao atleta de alto rendimento. Ele serve a todo o ambiente esportivo:

    • Atletas, da base ao profissional, em qualquer modalidade.
    • Equipes, quando o problema é de grupo: comunicação, conflitos, presença nos treinos.
    • Treinadores e comissões técnicas, que lidam com a pressão de conduzir pessoas.
    • Pais e familiares, que acompanham e muitas vezes não sabem como ajudar.
    • Gestores e projetos esportivos, que organizam as condições para o atleta treinar.

    O que acontece no acompanhamento

    O acompanhamento começa pela escuta. Antes de qualquer ferramenta, é preciso entender a história do atleta, o que o move, o que ele quer e o que tem pesado.

    Escuta e investigação do contexto

    Nas primeiras sessões, conversamos sobre a trajetória, os objetivos, a relação com o treinador, com a família e com os colegas. Quando faz sentido, também ouço pais e comissão técnica, sempre com o consentimento do atleta.

    Observação no ambiente de treino

    Algumas coisas só aparecem em campo: a reação ao erro, a linguagem do corpo, o momento em que a pressão chega. Por isso, quando é útil, vou até a quadra, o tatame ou a academia e acompanho um treino.

    Desenvolvimento de recursos

    A partir daí, trabalhamos o que faz sentido para aquele momento: lidar com a ansiedade, manter o foco, aceitar o erro, recuperar a motivação, conversar melhor com o grupo. As ferramentas mudam conforme a idade, a modalidade e o jeito de cada pessoa.

    O que a psicologia do esporte não é

    • Não é promessa de resultado. Nenhum profissional sério promete vitória, posição no ranking ou prazo para “ficar pronto”.
    • Não é só para quem está mal. Muitos atletas procuram o acompanhamento para se conhecer melhor e competir com mais clareza.
    • Não substitui o treino. O que se desenvolve nas sessões precisa ser praticado no dia a dia, como qualquer outra habilidade.

    Quando faz sentido procurar

    Alguns sinais costumam aparecer antes de alguém procurar ajuda:

    • nervosismo que atrapalha o sono, o aquecimento ou a execução;
    • dificuldade de se concentrar ou de voltar ao jogo depois de um erro;
    • frustração com derrotas que dura dias;
    • pressão da família, do técnico ou da torcida que virou peso;
    • conflitos na equipe ou com a dupla.

    Não é preciso esperar uma crise. Quanto antes o atleta entende o próprio funcionamento, mais tempo tem para desenvolver recursos.

    Perguntas frequentes

    Psicólogo do esporte é a mesma coisa que coach esportivo?

    Não. O psicólogo do esporte tem formação em Psicologia e registro no Conselho Regional de Psicologia (CRP), e segue o Código de Ética da profissão. Vale sempre conferir o registro de quem vai atender você.

    O atendimento pode ser online?

    Sim. O atendimento online segue as regras do Conselho Federal de Psicologia e ajuda muito quem tem rotina de viagens e competições.

    Atleta amador também pode fazer acompanhamento?

    Pode. A cabeça pesa no desempenho em qualquer nível, e o trabalho é adaptado ao objetivo de cada pessoa.

    Quanto tempo dura o acompanhamento?

    Não existe um prazo igual para todo mundo. O tempo depende da história do atleta, do momento da temporada e do que ele quer trabalhar.

    Se você quer conversar sobre o seu momento no esporte, chame a Karla pelo WhatsApp ou pelo formulário de contato do site. A primeira conversa serve para entender a sua história e ver o que faz sentido para você.

    Karla Peres é psicóloga (CRP 01/12739), atua com psicologia do esporte desde 2015 e preside o Brasília Wizards, time de flag football. Atende online, no consultório da Asa Sul, em Brasília, e no local de treino quando faz sentido.

    Sobre o autor: Karla Peres – Psicóloga — CRP 01/12739

    Karla Peres é psicóloga, formada pelo UniCEUB em 2007, com experiência em Psicologia do Esporte, gestão esportiva e docência. Sua atuação considera o atleta em seu contexto, incluindo pensamentos, emoções, comportamentos, relações e ambiente de treinamento. Também trabalha com projetos esportivos e captação de recursos, buscando contribuir para o desenvolvimento dos atletas e das estruturas que sustentam sua trajetória.